Sócrates deve estar satisfeito


Um inquérito sobre o grau de preocupação com as consequências da gripe A, feito pelo Centro Análise, um projecto da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP),revelou que 77,9% dos inquiridos estão preocupados ou muito preocupados e que 83,8% consideraram provável contrair o vírus nos próximos 6 meses. Apenas 19,3% se sentem "pouco ou nada preocupados".
É interessante verificar o pânico generalizado e infundado das pessoas em relação a esta gripe. É uma pena, aliás que isso aconteça, ainda que seja melhor terem excesso de cautela do que demasiado pouco numa situação em que deveriam ter mais.
Mas o mediatismo da gripe A, muito favorecido pelos média, é apenas útil aos governos e aos laboratórios, pois se uns querem um povo medroso, controlado e servil, outros querem os lucros que provêm da venda das vacinas, antibióticos e testes de despistagem do vírus, que não são de todo baratos.
Na Ucrânia, onde 2% da população está infectada com o vírus da gripe A, e onde já houve mais de duas centenas de mortos, o governo (democrático) usou a desculpa da gripe para decretar medidas que restringem a liberdade dos cidadãos e alegadamente lançar pelo ar químicos desconhecidos sobre várias regiões do país.
Diz-se que em Portugal 30% da população pode vir a ser infectada, estimativa absolutamente disparatada e enganadora que pretende lançar o pânico sobre o nosso povo e fortalecer os interesses do Estado e de certos grupos económicos ligados á saúde.
Espero no entanto que o país acorde e que não aceite a vacinação geral, como se está a fazer nos EUA, até que nos deiam garantias suficientes de que a vacina não traz riscos ainda mais graves do que a própria doença.

Comunicado

Antes que estranhem alguma coisa, o Space_aye, precisamente eu, mudou de nome para Mastermind. A partir de agora Space_aye é apenas o nick do cronista d´Os Gargulas.
No caso de estranharem este comunicado, digo-vos que também não tenho mais nada para postar desde há uns dias para cá.

Conversamos

Deixemos o Baris sossegado, já foi escrito faz longo tempo, e não tenho ideia de ter vontade de ali passar mais algum tempo.

O que há hoje de pertinente a salientar que seja de interesse de vigorar nas letras da literatura mundial virtual, em que eu seja o seu interlocutor?

Sendo interlocutor, o grau de responsabilidade pela relevância é duplamente ambíguo, a sua conjugação de ambiguidades é igual ao grau de responsabilidade que o leitor faz questão de esquecer, atendendo apenas ao juízo categórico, justicioso, e em si mesmo também duplo, conforme seja o julgamento do autor ou do original.

Vem isto a propósito do que se segue. A conversa é inevitavel, apenas conversamos, sempre conversamos...

«a existencia faz ser assim como o ser faz existir.»

A história de Baris (7ªparte)

Não muito longe, cerca de uma hora de caminho levaram os dois amigos até chegarem ao lugar conhecido e desejado pelo rei para realizar o propósito de conduzir o príncipe a tal local e aí expor-lhe o que lhe vai na alma, todos os seus medos e dúvidas em relação ao seu futuro e ao futuro do seu reino. A descida ocorreu sem percalços onde o verde era cor dominante na paisagem natural habitada por variadas árvores de grande porte em que predominavam os pinheiros e plátanos, estes por édito real, uma vez que a comunidade dos lenhadores havia solicitado uma entrevista ao rei com a finalidade de decidirem qual a madeira dos seus interesses para bem da economia do reino e portanto actualmente a zona florestal estava constituída de acordo com as necessidades da produção de madeira segundo o princípio de que o cultivo dessas árvores não ultrapasse o limite de cinquenta por cento do total das árvores da área florestal. O reino era formado por quatro montanhas das quais somente uma, a mais pequena e que dava ligação para o mar, estava completamente explorada e no seu topo construído o castelo real. Da montanha mais afastada do castelo nasce o rio Vital, que desce e atravessa todo o vale desaguando no mar Adriático. Riqueza e abundância são sinónimos justíssimos para definir o reino do Vitorino, uma vez que a natureza reconheceu naquele lugar um sítio apropriado para ali reunir a sua vasta gama de minerais e matérias-primas fundamentais á máxima prosperidade que a capacidade criativa do ser humano é apta a concretizar para o seu bem-estar e para a humanidade e mundo em geral. Ao presente o reino é constituído sobretudo por agricultores e criadores de gado e começa-se a assistir ao nascimento de uma comunidade de navegadores, paixão essa muito viva nos tempos que correm a que dão prova a construção de novos navios todos os dias pese embora o facto de não existir ainda um modelo que sirva as ambições dos entusiastas pois todos os protótipos afundam uns atrás dos outros. Enquanto o navio não conhece o sucesso, todos os dias se constituem novas comunidades que experimentam a exploração do reino em busca de novos recursos e muitas têm conseguido estabelecer a segura prosperidade do seu investimento em trabalho, útil às novas e antigas comunidades do reino. Os ferreiros e os armeiros estão em franca afirmação, assim como os lenhadores. Presentemente são dias de alegria e motivação que se vivem por todo o reino de Vitorino, que, talvez pela região caracteristica e peculiar em que é fundado nunca conheceu a guerra, e subsiste inteiramente por si próprio, já que as relações com vizinhos não são boas nem más, simplesmente não existem. Mesmo o rei e toda a população não transpuseram jamais a derradeira montanha de que brota o Vital. O príncipe é dos raros privilegiados que sabem por experiência própria que o mundo não se resume á vida entre quatro montanhas.
« Primeiro aceita as minhas desculpas no tratante ao que é do padre. Em segundo ponto fico muito feliz por que me contas a verdadeira razão da tua angústia e assim libertas o pensamento das palavras das nossas conversas de pausas embaraçosas e sem sentidos inconvenientes que só servem para estragar o tempo de pessoas sérias e importantes, a quem a vida é demasiado preciosa e rica para desperdiçar com lágrimas no velho e solitário espelho das maldições (femininas?). Pois bem estou disposta a reformular o meu incongruente juízo acerca do padre, pois que sinceramente e a bem da verdade, não o conheço, mas já estou curiosa sobre o homem criador da origem da discórdia entre rei e rainha, e assim aceito o convite para te acompanhar na recepção do teu visitante.»
« Minha querida amiga, quão agradáveis soam as tuas intenções e diligencias aos meus ouvidos castigados pelos gritos de um homem revoltado e incompreendido na sua dor. Vieste a mim como uma refrescante brisa primaveril ao encontro de um verão seco e tórrido, ou melhor és mais a propósito uma chuva de verão. Vinde, o bom padre não tardará a aparecer; vinde, é tempo de regressar ao castelo.»
«Não sei se vos compreendo, rainha, peço desculpa. Grande é a minha ignorância, por certo, mas nunca ouvi falar dessa morte religiosa desse Jesus, o Cristo, por causa desses homens a quem o pecado impede de nadarem pela salvação de suas vidas. Agora quanto ao objectivo da vida de cada ser humano estar de acordo com a palavra de Deus e seu Filho...hum, suspeito que haja aí trapaça e da grossa!».
«Mas que dizeis vós! Como vos atreveis a chamar trapaceiro ao meu bom padre Maquiavel Cruz! Nunca conheci homem mais imaculado de corpo e puro de sentimentos! Acaso sabereis que não lhe interessa nem procura ouro e mulheres? Acaso imaginareis que a sua devoção e oração se dirigem inteiramente para o Pai, o Filho, e o Espírito Santo?»

«E quem é esse Espírito Santo de que falais?». «Eh.., não sei...ainda. Mas perdoai, perdoai as minhas palavras exaltadas e desproporcionadas. Em verdade a razão para o desabafo extemporâneo que vos dirigi injustamente ( contudo não completamente ) provém do desgosto que a presença do padre neste castelo provoca no rei Vitorino, meu intenso amante e fiel marido. Em verdade o padre Maquiavel Cruz não conseguiu seduzir minimamente o rei, ao invés influi nele um ódio de morte que a tristeza de me ver seduzida e curiosa de sua historieta transformou em rancor, de modo que acede ao meu capricho de querer receber o padre contando que não esteja presente no castelo. Por isso partiu tão desaforadamente com o teu amor daqui para fora porque sabia que hoje á tarde espero uma visita do meu bom padre.»