Sábado, Julho 04, 2009

Maria João Pires renuncia á nacionalidade Portuguesa

Aquela que é uma das melhores pianistas do mundo, Maria João Pires, actualmente a viver no Brasil e com dupla nacionalidade, vai renunciar á nacionalidade portuguesa porque se diz saturada com os "coices e pontapés que tem recebido do Governo português".
A pianista diz-se decepcionada com a forma como tem sido tratada, principalmente no que diz respeito ao Projecto Educativo de Belgais, que desenvolveu no concelho de Castelo Branco e o qual abandonou em Junho de 2006.
Em relação a isto tenho a dizer que se esta senhora o fizer, é porque não era uma verdadeira portuguesa. Acaba de anunciar que vai deixar de ser portuguesa por causa de dinheiro.
Não sei ao certo o que era o projecto Belgais, penso que tinha algo a ver com a criação de uma escola de música em Castelo Branco, mas não posso saber se era um investimento justificado ou não.
De qualquer forma, por muita razão que tivesse, esta foi a pior atitude que podia tomar.
Por muito desiludidos que estejamos com os nossos governantes, não podemos virar as costas ao país, ainda para mais quando lhe estendemos a mão a pedir fundos e não nos dão.
O país não tem preço.
Já dizia o presidente Kennedy "não perguntem o que o vosso país pode fazer por vocês, perguntem ao vosso país o que podem fazer por ele". Não podia estar mais certo.

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Sexta-feira, Julho 03, 2009

Ferreira Leite e o bloco central

Os nossos políticos do Bloco Central (PS e PSD) tendem a ser demasiado pouco ideológicos, e também de carácter muito semelhante.
Manuela Ferreira Leite é, á imagem de muitos, um pessoa mais integra, mais honesta e mais verdadeira.
É de facto um pouco assim, mas não tanto por seu próprio mérito pessoal.
Ela simplesmente não é tão capaz de fazer oposição de modo oportunista como os seus antecessores, isto é, coisas como manifestar posições desfavoráveis ás reformas do governo PS quando na verdade é favorável a elas, como provou no passado, quando o partido estava no governo e as defendeu.
Manuela Ferreira Leite não é assim. Não por carácter, mas por ser um político extremamente ideológico, fortemente de direita.
A líder do PSD já deu provas disso quando á pouco tempo, em entrevista, não teve problemas em dizer o que pensa no que toca ás áreas que devem ser privatizadas, que basicamente, na opinião desta, são quase todas.
É algo que há muito tempo não víamos num político de direita em Portugal, num partido do bloco central.
Ainda assim, fico com dúvidas se as reformas do governo iria parar ou não, caso Manuela Ferreira Leite vencesse as eleições legislativas deste ano. Provavelmente iriam. As reformas, as obras públicas, tudo. Só o pior é que ia permanecer - o desemprego, a precariedade, a pobreza, etc. Porque o país está endividado! (como se nunca tivesse estado, inclusive durante o último governo em que foi ministra).
Neste momento, o PSD é uma incógnita. Uma incógnita demasiado grande e com demasiados riscos para os portugueses votarem nele.
Espero sinceramente que em 27 de Outubro, os portugueses não demonstrem ter memória curta. Nem para um lado nem para o outro (deste bloco central rotativista).

Quinta-feira, Julho 02, 2009

O incidente e demissão de Manuel Pinho

Durante o debate do Estado da Nação, na Assembleia da República, o ministro da economia, Manuel Pinho, fez um gesto insultuoso para as bancadas do PCP e BE, exibindo uns "cornos" durante a intervenção do deputado Francisco Louçã, que falava nos trabalhadores das minas de Aljustrel.
Este acto inadmissível vindo de um ministro, e próprio de quem está desesperado com a falta de argumentos e com o stress de governante á beira das eleições, resultou na demissão de Manuel Pinho.
Já não a primeira vez que um ministro de Sócrates é obrigado a demitir-se por causa de uma gaffe. E sendo Manuel Pinho um independente e não um político profissional, é relativamente compreensível, embora não admissível, que tal tenha acabado por lhe acontecer, especialmente numa altura destas, tão difícil para o governo.
Não interessa aliás, como das outras vezes também não interessava, se foi o próprio que se demitiu ou se foi Sócrates, nem quem sugeriu o quê, pois nunca se saberá por certo a verdade. Mas é de lembrar que Manuel Pinho só saiu do governo porque estamos perto das eleições legislativas, e porque o PS perdeu claramente nas europeias á coisa de um mês. É que o governo teme as acusações de arrogância ou falta de educação e respeito pelos deputados eleitos pelos portugueses, procurando até um pouco mudar a imagem, como provou Sócrates com o seu ar de mosca morta na sua última e recente entrevista.
A meu ver, a demissão foi melhor decisão. Não só pelo que fez hoje mas também porque pelo seu trabalho como ministro, não deixará certamente saudades.
Resta saber quem será o próximo ministro das finanças, pois o actual, Teixeira dos Santos, já foi apontado por Sócrates como substituto de Manuel Pinho na economia.

Quarta-feira, Julho 01, 2009

A crise política das Honduras


Agora que tenho mais informações sobre o assunto vou mais fundo da questão.
Primeiro que tudo, tenho que condenar o golpe de Estado levado a cabo pelos militares, liderados pelo agora (e sempre inconstitucional) presidente das Honduras, Roberto Micheletti que demitiu o presidente eleito pelo povo, Manuel Zelaya.
Zelaya limitou-se a preparar a realização de uma consulta popular (referendo) que apesar de ter sido considerada pelos tribunais uma consulta ilegal, poderia ser feita pelo presidente eleito, que dispunha de poder para tal.
Micheletti, que pertencia ao mesmo partido que Zelaya, o Partido Liberal das Honduras, era o presidente do Senado da República, e um dos que discordava da legalidade do referendo. É também empresário da área dos transportes públicos.
O referendo de Zelaya pretendia, creio eu, provavelmente algo semelhante ao que tornou Chavez um presidente que pode ser reeleito por mais do que dois mandatos, embora sempre por eleições democráticas, mas Zelaya foi detido mesmo antes de o referendos e realizar.
Nas Honduras o limite de mandatos que uma pessoa pode ter é de um (4 anos), mas na maioria dos países esse limite são dois mandatos, algo que me parece ser mais justificado, especialmente para país relativamente instável como os da América Central e do Sul.
Zelaya está agora exilado na Costa Rica e ameaça voltar ainda esta semana, acompanhado por várias figuras políticas entre as quais a presidente do Chile, Michelle Bachelet.
Se voltar, o presidente das Honduras arrisca-se a uma pesada pena de prisão. Micheletti, já o avisou e afirma que não vai recuar em nada. Se o quiserem derrubar, diz Micheletti, terão de invadir as Honduras, algo para o qual ele já está preparado, com um exército de vários milhões de homens pronto para agir.
O golpe de estado já foi condenado pela Comunidade Internacional e pelas Nações Unidas e Micheletti ainda não foi reconhecido por nenhum chefe de Estado.
Não concordo muito com isso do mandato ilimitado, porque defendo a transparência e sou até bastante rígido no que toca á limitação, defendo mesmo que a haja no poder local, mas não acho que isto seja motivo para demitir o presidente. Ele queria saber se os hondurenhos concordavam com a alteração da Constituição nesse sentido, mas foi derrubado mesmo antes de realizar o referendo.
Em democracias recentes e com as instituições ainda pouco consolidadas, acontecem frequentemente estas crises políticas. Por isso é importante a comunidade internacional intervir no sentido de desencorajar aqueles que atentam á democracia.

Terça-feira, Junho 30, 2009

A grande questão do Planeta Vermelho

Eis uma questão muito polémica na comunidade científica: será que Marte já foi habitado? Ou pelo menos, será que já teve oceanos? Pela análise de fotografias do terreno, e por análise de regiões terrestres (ver foto em baixo), conclui-se que muito provavelmente sim.

Como repararam nesta última foto, não existe água no estado líquido, no entanto, as fissuras no solo, mostram que este pedaço de terreno secou após a evaporação de água. Mas não mostra propriamente este tipo de solo fissurado (com o passar dos anos pode ter perdido isso devido à erosão provocada por meteoritos e afins), ou pelo menos ainda não vi nenhuma imagem que mostre isso, mas muitas imagens retiradas do planeta "dizem" que já teve oceanos. Comparem só a montagem em baixo com a primeira foto do post:

Faz todo o sentido, pois nunca impactos sucessivos de meteoritos (ou mesmo vento, ou qualquer outro fenómeno), conseguia criar aquela diferença de altura entre a suposta parte continental e a suposta parte oceânica (pelo menos as probabilidades disso são ínfimas). Tem por isso todas as características de uma superfície que já suportou algo no estado líquido.
Então o que pode ter feito com que o planeta ficasse árido e geologicamente "morto"? Existem várias hipóteses, ente as quais:
-A possível existência de uma grande atmosfera, que foi desaparecendo (ficando apenas uma réstia muito rarefeita) com o tempo devido a um campo gravítico mais fraco do planeta, tornando o planeta mais vulnerável a radiação, asteróides, ventos solares, etc, evaporando-se assim a água existente nele;
-A proximidade com a cintura de asteróides;
-O próprio fim da sua actividade geológica;
-...
No entanto, pelo menos até agora, ainda não ouvi esta hipótese: o Sol. Toda a gente que saiba alguma coisa de astronomia para além do nome dos planetas do sistema solar, sabe muito bem que as estrelas têm um ciclo de vida, e sabemos também que o Sol já foi mais quente no passado quando era azul (à cor azul e violeta corresponde uma maior temperatura), o que contribuía para o aquecimento de Marte. Com o passar do tempo, foi chegando cada vez menos calor para o planeta vermelho, e tal fez com este tivesse uma grande queda de temperatura, o que pode ter contribuído para a paragem da sua actividade geológica (e se calhar com o desaparecimento de formas de vida), e como consequência, deixaram de se ser fornecidos gases à atmosfera, desencadeando o desaparecimento da mesma, devido ao fraco campo gravítico de Marte.
É só uma hipótese minha. Não sei se já alguém chegou primeiro a esta conclusão, mas não deixa de ser intrigante.

A recontagem dos votos no Irão

O Conselho dos Guardiães do Irão anunciou a vitória de Ahmadinejad depois da recontagem de 10% dos votos, escolhidos aleatoriamente.
O conselho dos Guardiães tinha decidido proceder á recontagem de parte dos votos, apesar dos 3 candidatos da oposição terem exigido a repetição do acto eleitoral.
Após a divulgação dos resultados finais, a polícia e as milicias islâmicas ocuparam e força as ruas e praças da capital para evitar a realização de novos protestos.
Em resposta, população subiu aos telhados e gritou "Allahu Akbar" (Deus é Grande), a expressão que tem sido utilizada para contestar a repressão do regime iraniano desencadeada após as acusações de fraude eleitoral.

Dedicado aos heróis que lutam por uma causa



Num mundo em que ainda se luta pela liberdade, eis uma música dedicada a todos os heróis que por ela lutam e lutaram.

Letra:


[Chorus:]
Brothers everywhere - raise your hands into the air
We're warriors, warriors of the world
Like thunder from the sky - sworn to fight and die
We're warriors, warriors of the world

Many stand against us, but they will never win
We said we would return and here we are again
To bring them all destruction, suffering and pain
We are the hammer of the gods, we are thunder, wind and rain.

There they wait in fear with swords in feeble hands
With dreams to be a king, first one should be a man
I call about and charge them all with a life that is a lie
And in their final hour they shall confess before they die

[Repeat chorus]

If I should fall in battle, my brothers who fight by my side
Gather my horse and weapons, tell my family how I died
Until then I will be strong, I will fight for all that is real
All who stand in my way will die by steel

Brothers everywhere - raise your hands into the air
We're warriors, warriors of the world

[Repeat chorus to fade]

Segunda-feira, Junho 29, 2009

A problemática do Irão


As eleições presidenciais de 2009 levantaram um país inteiro, ávido de mudança, de moderação, desejosos de uma maior liberdade e progresso.
Os principais candidatos foram o presidente, Mahmoud Ahmadinejad, do partido Abadgaran (partido conservador, islâmico e nacionalista) que procurava a reeleição e Mir-Hossein Moussavi, um independente reformista com experiência governativa na República Islâmica do Irão e com um passado negro, mas que se tornou o rosto principal da mudança para milhões de iranianos.
A esposa de Mossavi, Zahra Rahnavard, também se tornou uma figura popular nesta campanha, estando sempre ao lado do candidato e garantindo o voto das iranianas cansadas da repressão de Ahmadinejad em relação aos direitos das mulheres.
Mossavi defende, entre outras medidas, o afastamento de uma economia baseada no petróleo, a transparência dos contratos petrolíferos e dos rendimentos para combater a extorsão e a corrupção, a expansão do sector privado e a criação de sindicatos dos trabalhadores, a redução da pobreza (de acordo com o artigo 33 da Constituição), a revisão orçamentaria para minimizar o desperdício de gastos governamentais e fornecer acesso telefónico à internet em todo o país.
Os resultados oficiais destas eleições deram a clara vitória a Ahmadinejad, mas cedo se percebeu que algo de estranho e pouco transparente aconteceu na contagem dos votos.
Depois veio a censura. O acesso ás redes sociais como o Facebook foi bloqueado pelo governo e os meios de comunicação social foram silenciados.
Ahmadinejad venceu com 63% dos votos, contra 33% de Mossavi, tendo os outros dois candidatos (um independente conservador e um outro reformista) contado com pouco mais de 2%.
Imediatamente após as eleições seguiram-se os protestos e as alegações de fraude por parte dos simpatizantes da oposição.
Milhares de jovens, maioritariamente estudantes e das classes médias, os mais ocidentalizados e instruídos, saíram ás ruas em protestos na capital e em algumas das principais cidades. Usavam os telemóveis e as redes sociais para comunicarem entre si e organizarem os protestos e ao mesmo tempo para denunciarem o que se passava no seu país.
Centenas destes protestantes foram presos pelas autoridades e alguns foram forçados a admitir que, influenciados pelos meios de comunicação estrangeiros (BBC e Voz da América), cometeram “actos imorais” e vandalismo nas ruas numa tentativa do regime de enganar o exterior.
Dezenas foram feridos ou mortos, quer pela polícia quer pelas milícias islâmicas enquanto realizavam protestos “não autorizados”. Uma dessas pessoas foi Neda, uma jovem iraniana baleada nas ruas de Teerão, não se sabe ao certo por quem, e que graças a um vídeo onde se consegue ver a jovem a sangrar até á morte, passou a ser um dos símbolos deste movimento de democratização do Irão.
Mossavi chegou a desencorajar esses protestos com receio que mais jovens perdessem a vida neles, mas não baixou os braços gritando que não se ia render “a esta farsa”.
A luta do povo iraniano ainda se mantém, mas o mundo exterior permanece calado ou concordante com o governo iraniano.
Países ditatoriais ou semi-dictatoriais como a Coreia do Norte, China ou a Rússia e muitos países arabes e até democráticos felicitaram Ahmadinejad pela sua vitória e elogiaram-no sem terem uma palavra em relação aos protestos e á fraude eleitoral massiva que se deu no Irão.
Felizmente as Nações Unidas, a UE, o Reino Unido, a França, a Alemanha, EUA, Suécia, entre outros, manifestaram a sua preocupação em relação á falta de transparência dos resultados eleitorais, á repressão policial e á censura dos meios de comunicação social.
Devido ao apelo de Mossavi, o Ayatollan Komeini, o líder supremo do Irão, que já tinha felicitado o presidente pela sua vitória, anunciou que o Concelho dos Guardiães (os 12 juristas islâmicos mais influentes do regime) tinham organizado uma investigação para averiguar se tinha havido fraude.
Ao contrário do que muitos ocidentais pensam, Ahmadinejad não é um líder de esquerda, anti-imperialista, anti-globalização, anti-privatizações. É um governante conservador e nacionalista, que não permite qualquer abertura ou liberalização do seu regime ao exterior e á democracia.
É certo que ele goza de alguma popularidade entre o povo pobre e analfabeto deste país islâmico com 70 milhões de habitantes, pelo seu populismo e determinação contra todos os avisos do ocidente. Mas as suas políticas representam uma continuidade da tradição e do isolamento opressivo do seu regime, e mais do que isso, uma certa e perigosa dúvida em relação á verdadeira motivação que está por trás do seu programa nuclear.
O Irão merece, como todos os países, o direito ao progresso e á democracia. O direito á liberdade e á igualdade. E nós, como cidadãos do mundo, temos a obrigação de nós unirmos a esta causa, a causa da libertação do Irão.
Se o nosso governo não se pronuncia em relação a estes acontecimentos, se eles vergonhosamente se calam e baixam a cabeça perante um Irão que tem a arrogância de considerar as suas eleições mais democráticas do que as eleições europeias, nós cidadãos, individualmente devemos desmarcar-nos dessa posição cobarde.
Em meu nome, e em nome deste blog, eu anuncio o meu total apoio ao povo do Irão e o meu total repúdio ao regime de Ahmadinejad.
Até ao fim, todos somos iranianos.

The Rise and Fall of a Star

Com tanto alarido sobre o Michael Jackson e a sua misteriosa morte decidi abrir um post sobre o ciclo de uma estrela (ou celebridade), e reflectir sobre o ciclo das "super-stars".
Primeiro deve-se entender o que dá origem a este tipo de pessoas. Há vários factores que levam ao seu aparecimento, mas em muitos casos são pessoas que nascem pobres, vivem pobres, até que lhes chega a grande oportunidade, ou simplesmente chega-lhes a oportunidade (acontece muito isto nos músicos) e de repente são famosos, ricos, etc. Noutros casos, há "bumps", devido a certos indivíduos conhecerem, serem familiares, amigos, etc de pessoas já famosas.
Mas porque é que de repente se dá esta reviravolta? Isso depende muito das pessoas, e em casos como o Eminem, acontece que um grande conjunto de indivíduos se revê no artista, e com o tempo, com o passar da palavra, com a crescente divulgação, já não se trata apenas de se rever no ídolo, trata-se de se querer rever nele, e de repente está em todo o lado, desde capas de revistas, a cartazes de concertos, a entrevistas televisivas, e naquele momento é a pessoa mais falada no mundo. No entanto, surge outro artista como ele, e as pessoas começam a virar para a novidade, e ele entra no esquecimento, restando apenas um amontoado de fãs fiéis que gostavam mesmo da música dele, e no fundo, o negócio (e sublinho "negócio") da música em si é quase um concurso de quem chama mais à atenção (basta ir ao MTV ou ao MCM e ver que normalmente o que aparecem mais são artistas pop do sexo feminino a exporem-se quase nuas, e artistas do sexo masculino a tentar demonstrar a sua masculinidade com não sei quantas "fêmeas" semi-nuas à volta). Assim surgem pressões nas editoras, surge o stress, surgem os problemas familiares, surge a depressão, e com isso surgem muitas consequências: álcool, drogas, más decisões, etc, (claro que isto não é assim tão linear, mas aos poucos é o que acontece) o que levam a uma crescente decadência de uma estrela. Claro que há casos em que chegam a recuperar, mas o mal está feito. Falo por exemplo dos Metallica. Até 1991, eram uma grande banda, com muito sucesso, com um grande futuro. No entanto, no álbum que lançaram a seguir ao "Black Album", o "Load", de 1996, desiludiu muita gente, e os que vieram a seguir, só foram piorando aos poucos a sua imagem, devido a se terem tornado comerciais, e para piorar ainda a situação, contribuiu um mau vicio do vocalista: o álcool. Isto só fez com que a sua voz fosse piorando aos poucos (já não era nada de especial, e agora está pior). Apesar de tudo, eles tentaram recuperar aquela musicalidade que tinham nos anos 80, mas já não se trata da mesma coisa, e fãs deles continuam a queixar-se da falta de qualidade, e podia ficar a falar mal dos Metallica o dia todo, mas isso para aqui não interessa. Deixo só esta comparação:

Antes (Master Of Puppets - 1986)


Agora (St Anger - 2003)


(e podia mostrar muito mais
Mas voltando ao assunto principal, o que acontece é que no meio dessa "linha montagem" de estrelas há aquelas que se tornam lendárias (como por exemplo, o Michael Jackson. A sua música e a sua dança modulou muito do que é o pop hoje em dia, e ainda há quem diga que o tecktonik é baseado na sua coreografia), por serem diferentes, e muitas deles sofrem com um complexo muito interessante. Enquanto são jovens, são muitas vezes "sex symbols" devido à sua beleza e apresentação, o que lhes fortalece o ego, mas há sempre algo que incomoda: o medo de envelhecer, e nisto têm 3 hipóteses: aceitar o facto de que toda a gente envelhece, seguir a filosofia "vive belo, morre jovem" (seguida por Kurt Cobain), levar uma vida de cirurgias plásticas e de tratamentos de estética a partir dos 40 anos (ou a partir dos 30). Claro que as coisas não são assim lineares, mas a tendência é muitas vezes esta.

Domingo, Junho 28, 2009

Golpe de Estado nas Honduras


O presidente das Honduras, Manuel Zelaya foi destituido por um golpe de Estado levado a cabo pelos militares.
A causa desse golpe de estado é a decisão do presidente de convocar um referendo sobre a legalização da permanência no poder por mais de 4 anos.
O facto do presidente ser um aliado de Hugo Chavez e o medo da ilimitação de mandatos, levou a esta tomada de posição dos militares.
O presidente está agora exilado na Costa Rica.
De certa forma, compreendo a atitude dos militares. Não sei a que ponto Zelaya era popular no seu país para ter arriscado tal referendo, de qualquer forma, o populíssimo Chavez só venceu no segundo referendo e tem agora um mandato ilimitado.
A verdade é que na grande maioria dos países democráticos, o mandato presidencial é limitado mas tende a proibir o presidente de se manter no poder por mais de 8 anos (se cada mandato for de 4), só que nas Honduras, essa limitação é maior, apenas 1 mandato (4 anos).
Compreendo a decisão do presidente de querer aumentar para 2 mandatos por uma questão de estabilidade, se era essa a sua intenção. Mas se Zelaya queria um mandato ilimitado como Hugo Chavez, não critico a atitude dos militares que vieram em defesa da democracia.
Vou aguardar os desenvolvimentos futuros, pois até agora ainda nems e sabe ao certo quem está a mandar nas Honduras e se vão ser marcadas ou não novas eleições.
Quanto a Hugo Chavez, pelas suas declarações, parece-me estar claramente á espera de uma oportunidade para invador as Honduras e restituir o governo ao seu amigo. Um erro "anarquico" de militares ou civis anti-Zelaya seria suficiente, pelo que diz Chavez.